ESTUDO Nº: 02.    AS ESCRITURAS SAGRADAS – Texto: II Tm. 3:14-17.                               

O alvo que arde em nossos corações é ver uma Igreja grande (em número e qualidade). Para tal é necessário sólida base bíblica.  Muitos estão atrás de doutrina! Outros querem somente o avivamento e o entusiasmo! Porém, precisamos entender que doutrina sem entusiasmo seca a Igreja; entusiasmo sem doutrina incha a Igreja; mas doutrina e entusiasmo edificam a Igreja. Definição do termo: O vocábulo bíblico é transliteração da palavra grega “BIBLOS”, que denota a casaca interna da planta chamada papiro (donde vem o nosso vocábulo papel); E significa Livro. A Bíblia é a livraria, ou a Biblioteca Divina. A Fé cristã é convicção baseada em fatos reais. E estes fatos estão registrados na Bíblia Sagrada. Por isto, a Bíblia é o manual do cristão. Ela nos ensina, repreende, corrige e educa.  A Bíblia Sagrada é uma coleção de 66 livros. Divide-se em duas partes: o Antigo Testamento, com 39 livros; e o Novo Testamento, com 27 livros.  A palavra Testamento vem do latim, e seu significado original é acordo, aliança, pacto. E é neste sentido que ela é usada para dar nome às duas partes da Bíblia Sagrada. O A.T. é assim chamado porque é formado pelos livros que registram o antigo pacto feito por Deus com seu povo. Este pacto foi feito com Abraão, pai do povo israelita, e ratificado por meio de Moisés, quando foi dada a Lei ou os Dez Mandamentos. O N.T. recebe este nome porque é formado pelo conjunto dos livros que registram a nova aliança que Deus fez com o seu povo, por meio de Jesus Cristo. No antigo pacto, o povo de Deus era formado pelos israelitas. Na nova aliança é constituído de todos aqueles que creem em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. A Bíblia Sagrada é nossa única regra de fé e prática. Através dela Deus nos guia e orienta. Vamos estudar o significado de três conceitos ou doutrinas que nos ensinam a compreender melhor a Bíblia: Revelação, Inspiração e Iluminação.

  1. REVELAÇÃO: Revelação é a ação de Deus se dando a conhecer, se revelando ao homem. O ser humano jamais conheceria a Deus, se o próprio Criador não tomasse a iniciativa de se revelar à criatura. Deus se revela através das obras da criação e da providência na preservação e no governo do universo. Davi escreveu que “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” (Sl.19:1). E o apóstolo Paulo, falando aos habitantes de Listra, afirmou que Deus “não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando do céu chuvas e estações frutíferas.” (At.14:17). E na epístola aos Romanos ele tratou do mesmo assunto de modo ainda mais claro, afirmando: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20). “Deus fala ao homem através de toda a sua criação, nas forças e nos poderes da natureza, na constituição da mente humana, na voz da consciência, e no governo providencial do mundo em geral, das vidas dos indivíduos em particular.” Essa revelação é suficiente para deixar os homens indesculpáveis diante de Deus. Mas é insuficiente para a salvação. Toda a criação foi atingida pelo pecado. Tornou-se imperfeita. Como instrumento da auto-revelação de Deus, deve ser considerada um livro incompleto, com algumas páginas rasuradas. O homem também foi atingido. Espiritualmente ele ficou ignorante e embrutecido como um irracional. E assim ficou impossível compreender corretamente o que Deus nos fala através da natureza.

Mas o plano eterno de Deus inclui também a revelação especial, que tem o objetivo de levar o pecador de volta ao Criador. O autor da Epístola aos Hebreus escreveu sobre esta revelação especial o seguinte: (leia em sua Bíblia Hebreus 1:1,2). Deus falou. Falou através de manifestações especiais. Falou diretamente a alguns de seus servos, como, por exemplo, a Moisés. Falou através dos profetas. Falou através de milagres.

A revelação especial é progressiva, atingindo o seu ápice em Jesus Cristo. “As grandes verdades da redenção aparecem a princípio apenas obscuramente, mas aumentam gradualmente em clareza, e finalmente se destacam em toda a sua grandeza na revelação do N.T.”

A revelação especial está encarnada na Bíblia Sagrada. Através dela Deus nos diz quem ele é, quem somos nós, de onde viemos e para onde vamos, e seu plano geral para a nossa vida. No passado Deus falou a Moisés “boca a boca” (Nm.12:8). Hoje Deus nos fala através da Bíblia Sagrada.

 

  1. INSPIRAÇÃO: inspirar = soprar para dentro de (contrário de expirar=tirar o vento de dentro de, extrair algo de dentro para fora), capacitar para,. É diferente também de ASPIRAR – pois não é o homem quem puxa para dentro, e sim o Espírito Santo quem inspira(sopra para dentro do homem). Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras. E inspirou homens para escrever, sem erro, a sua revelação especial. Inspiração, portanto, é a ação de Deus levando homens a registrar, sem erro, a sua revelação especial. Estes homens, sob Inspiração divina, escreveram os livros que compõem a Bíblia Sagrada. “… jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens santos falaram, da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pd.1:21). “Toda Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm.3:16).

Os escritores dos livros da Bíblia Sagrada escreveram sob inspiração divina. Escreveram por determinação divina. Alguns autores registram que receberam ordem direta de Deus para escrever (Êx.17:14; 34:27; Nm.33:2; Is. 30:8; Jr. 30:2; 36:2). Outros certamente sentiram-se impulcionados a escrever. Era Deus agindo em suas mentes e corações. Mas não devemos imaginar que Deus ia ditando e eles escrevendo. Eles não foram meros escribas. Pelo contrário, Deus os usou precisamente como eles eram. Deus certamente guiou-os na escolha das palavras, na construção das frases, para que os fatos e as idéias fossem corretamente registrados. Mas cada um escreveu usando o seu próprio vocabulário e de acordo com o seu próprio estilo. Por isto, cada livro, embora inspirado por Deus, traz a marca pessoal de seu autor e as marcas do tempo em que ele vivia.

Tempo: Os livros da Bíblia foram escritos por, no mínimo, 36 autores, num período que pode chegar a 1.600 anos. Mas existe uma extraordinária harmonia em todas as suas partes. Milhões de pessoas tem sido transformadas através da leitura da Bíblia. E cada crente, ao ler a Bíblia, sente Deus falando com ele. Tudo isto é evidência de que a Bíblia Sagrada é realmente inspirada por Deus. Mas a plena convicção desta inspiração divina é questão de fé, e não de prova científica. Por isto, só a operação do Espírito Santo em nós é que nos dá a convicção de que a Bíblia é realmente a palavra de Deus.

A Bíblia editada pela igreja Católica Romana tem sete livros a mais do que a Bíblia editada pelos evangélicos. Até o século XVI não havia uma definição oficial sobre a situação destes livros. Alguns os aceitavam como inspirados; outros, não. Mas no dia 15 de abril de 1546, o Concílio de Trento anexou-os, por decreto, à Bíblia. Os evangélicos chamam estes livros de apócrifos e não os aceitam como inspirados por Deus. São 7 os livros apócrifos: (Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, I e II Macabeus – alguns acréssimos em Daniel…); nunca foram mencionados por Jesus ou os apóstolos ( Lc. 24:27-44) ,  os  próprios  judeus  não  os  consideravam inspirados (Rm.3:2)

      

OS LIVROS APÓCRIFOS – (Continuação Do Estudo 02 – As Escrituras Sagradas)

  • O termo “APÓCRIFO” teve originalmente o sentido de “algo oculto”, “não revelado a iniciantes”, mas posteriormente veio a significar “espúrio”, “falso”, “duvidoso”, “não inspirado por Deus” – é nesses sentidos que o termo é empregado neste estudo.
  • Por Escritos Apócrifos conceituamos todo e qualquer escrito supostamente considerado portador de dignidade e autoridade divinas e que têm, por intento a ação de alguns, sido introduzidos na Igreja para permear os Escritos Sagrados, numa tentativa de com eles firmar e ensinar doutrinas, ou então mesmo que não os coloque no cânon os tem como dogmáticos. Enumeramos aqui, os que foram incorporados ao Cânon da Igreja Católica Romana, em 15 de abril de 1546, no Concílio de Trento. São eles:
  1. BARUQUE: é um livro que consiste de paráfrases de Jeremias, Daniel e outros profetas. Sua autoria, para os defensores dos Apócrifos, é atribuída a Baruque, amanuense (copista, secretário) de Jeremias, mas isso não é possível, pois tal amanuense viveu antes de Daniel, no começo do cativeiro e não estava escrito o livro do profeta para ser por ele parafraseado. Sua autoria é duvidosa e sua data também. Há quem pense, que esse livro seja uma produção dos anos oitenta da era cristã, e assim o autor não estava falando acerca da Babilônia e sim de Roma, não de Nabucodonosor e Baltazar, mas de Vespasiano e Tito.
  2. ACRÉSCIMO EM DANIEL:

2.1. Bel  e o Dragão: Relata que o profeta Daniel zombou do Rei Persa (Ciro?), destruiu o ídolo de Bel (Marduque) e consequentemente foi lançado na cova dos leões, ficando ali seis dias. Sobre isso se pode dizer que essa narrativa não passa de uma tentativa de reprodução do verdadeiro fato narrado no livro do profeta (cap.6)

2.2. Cântico dos Três Moços (cap.3, entre os versículos 24 e 25 – 66 versículos) – É uma narrativa que supostamente é tida como uma oração que os três jovens disseram quando dentro da fornalha acesa.

2.3. História de Suzana (cap. 13) – Fala acerca de uma senhora agredida por dois velhos, que depois de acusada de adultério é salva através da sábia intervenção de Daniel. Tal narrativa não tem encontrado nas autoridades, base e afirmação a seu favor.

Todos esses acréscimos não têm sido considerados pelos estudiosos como de autoria de Daniel. O próprio texto do profeta, desde os seus primórdios, jamais trouxe essas três histórias.            

  1. ACRÉSCIMOS A ESTER (cap.10:4 – 16:24). – Acredita-se que tal acréscimo seja obra de algum escritor inescrupuloso que quis inserir o Nome de Deus no livro, e também acrescentar detalhes à história narrada. Não foi feliz nesse empreendimento, pois o que acrescentou contradiz muito com a história narrada no Livro de Ester.
  2. JUDITE – É um romance acerca de uma viúva de Jerusalém, que matou o General assírio que cercou a cidade, concedendo assim por sua enérgica intervenção, vitória ao seu povo. É um romance judaico.
  3. I MACABEUS – É uma obra histórica, escrita por volta do ano 100 a.C., narrando os fatos do período dos Macabeus, expondo os acontecimentos dos anos 175 a 135 a.C., quando os judeus lutavam heroicamente por sua liberdade.
  4. II MACABEUS – É também uma obra histórica, sendo um suplemento do Iº livro, contudo, inferior ao mesmo. Narra a luta dos Macabeus no período que vai de 175 a 161 a.C., numa redação um pouco lendária, feita por um certo Jason de Cirene.
  5. ECLESIÁSTICO – É um escrito filosófico judeu, feito por volta do ano 180 a.C., consistindo de máximas sobre a vida religiosa civil e doméstica.
  6. SABEDORIA – Produzido entre os anos 150 e 130 a.C., numa intenção de estabelecer um contraste entre a verdadeira sabedoria e o gentilismo. É uma mistura do pensamento grego com a doutrina judaica.
  7. TOBIAS – É um romance, provavelmente escrito no fim do terceiro século a.C., falando acerca de um certo Tobias que, no cativeiro com seu povo sepultava os seus compatriotas mortos, ficando cego num acidente um pouco estranho. Possuía um filho com o mesmo nome, o qual acompanhado por um anjo seguiu numa viagem para receber um dinheiro do seu pai. Teve uma viagem cheia de mistérios, chegou na casa do devedor, por lá se casou, recebeu o dinheiro, voltou à casa paterna e curando seu pai da cegueira…

 

POR QUE OS EVANGÉLICOS REJEITAM ESSES LIVROS

POR RAZÕES DOUTRINÁRIAS e FALTA DE INSPIRAÇÃO DIVINA: Os livros apócrifos, comparados com os livros inspirados, revelam uma grande pobreza de estilo e conteúdo. Além disso, ensinam doutrinas e práticas que se contradizem com os livros inspirados.    Por exemplo:

  • Justificam a mentira (Judite 10:11-17; 11:1-23; 15:8-10)
  • E o Elogio ao Suicídio II Macabeus 14:37-46.
  • Ensinam feitiçaria (Tobias 6:1-9)
  • Oração pelos mortos (2 Macabeus 12:38-45)
  • Salvação pelas obras ( Tobias 12:9; Eclesiásticos 3:31 ). Uma simples leitura é suficiente para nos mostrar que estes livros não são inspirados por Deus. O autor dos Macabeus até pede desculpas para os leitores, e, ele deixa bem claro que foi ele mesmo quem compôs e escreveu os livros, e não por inspiração divina! (2 Macabeus 15:37ss). Algumas passagens de Tobias: “Dá esmola dos teus bens e não te desvies de nenhum pobre, pois assim fazendo, Deus tampouco se desviará de ti. Sê misericordioso segundo as tuas posses. Se tiveres muito, dá abundantemente; se tiveres pouco, dá esse pouco de bom coração. Assim acumularás uma boa recompensa para o dia da necessidade; porque a esmola livra do pecado e da morte, e preserva a alma de cair nas trevas. A esmola será para todos os que praticam um motivo de grande confiança diante do Deus Altíssimo” 4:7-12; “Boa coisa é a oração acompanhada de jejum, e a esmola é preferível aos tesouros de ouro, porque a esmola livra da morte. Ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna”-12:8-9) – O primeiro conselho foi dado pelo velho Tobias ao filho e o segundo por um anjo, (Rafael) ao referido rapaz. Essas duas passagens comprometem muito esse livro, pois não se trata de apenas uma referência ao pensamento do Velho Tobias, o que nele está é uma expressão de forma normativa, de uma doutrina contrária as Escrituras Sagradas, apresentada como ensinada por um anjo. As Escrituras afirmam as palavras de Jesus de que por meios do próprio homem a salvação é impossível (Mt.19:25,26); que o amor demonstrado em seu Filho Jesus Cristo é a solução divina para quem nEle crê (Jo.3:16) sendo Ele o Único mediador entre Deus e os homens (I Tm.2:5), o único Caminho (Jo.14:6), o único dado por Deus para salvar o homem (At.4:12); sendo essa salvação uma dádiva de Deus através da fé nEle (Ef.2:8,9). E ainda que um anjo venha do céu e pregue uma mensagem diferente desta, estará pregando uma mentira, devendo por isso, ser “anátema” (Gál.1:8,9). E convém lembrar que ao Cornélio piedoso, temente a Deus e que dava muitas esmolas, um anjo foi enviado por Deus, não para dizer-lhe que as suas esmolas o salvariam, mas que buscasse a Pedro que lhe falaria “palavras mediante as quais seria salvo ele e toda a sua casa” (At.11:13-14;10:1-5). A Bíblia afirma que essa doutrina ensinada é uma heresia.

 

(Continuação Do Estudo 02 – As Escrituras Sagradas)

  1. ILUMINAÇÃO:

     Iluminação é a atuação de Deus na mente e no coração do homem, através do Espírito Santo, capacitando-o para compreender o ensino da Bíblia Sagrada.

A Confissão de Fé de Westminster ensina que “Todo o conselho de Deus concernente a todas as cousas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzida dela”. Mas acrescenta: “… reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito Santo para a salvadora compreensão das cousas reveladas na palavra”.

No registro da conversão de Lídia temos um exemplo de iluminação. Muitas mulheres ouviram a pregação, mas apenas Lídia se converteu. E ela só se converteu porque “o Senhor lhe abriu o coração para atender às cousas que Paulo dizia” (At.16:14). O Espírito Santo iluminou a mente e o coração de Lídia, levando-a a compreender a mensagem que estava sendo pregada. A iluminação é necessária porque “o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente” (I Co.2:14).

A iluminação, contudo, não dispensa o esforço sério e piedoso para se compreender corretamente a palavra de Deus. A Bíblia Sagrada deve ser lida e interpretada. “A regra infalível de interpretação da Escritura é a própria Escritura. Portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura – o qual não é múltiplo, mas único – esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente”.

 

CONCLUSÃO

     Quando lemos a Bíblia Sagrada, Deus fala conosco. Através de uma revelação especial Ele se deu a conhecer ao homem e mostrou o modo como devemos viver e serví-Lo. Pela inspiração ele levou os escritores da Bíblia a registrar, sem erro, a Sua revelação especial. E pela iluminação, através da atuação do Espírito Santo em nossas mentes, Ele nos capacita a compreender a Sua revelação especial, registrada na Bíblia.

     A Bíblia Sagrada é a nossa única regra de fé e prática. Por isso devemos examiná-la continuamente. E o estudo deve ser seguido da prática. Pois viver o ensino bíblico resulta em crescimento espiritual. Não que a Bíblia seja um livro mágico. Mas, sendo ela a palavra de Deus, somos aperfeiçoados na medida de nossa prontidão em responder aos apelos que ele nos faz através da sua Palavra.

 

EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO DA  LIÇÃO

 

Após estudar cuidadosamente a lição, responda, por escrito, às seguintes perguntas:

 

  • Quantos livros tem a Bíblia Sagrada?__ Quantos no Antigo Testamento?___ Quantos no Novo T.? _____
  • Como se chamam as duas partes da Bíblia Sagrada? __________________________________________

Por que?______________________________________________________________________________

  • Que é revelação?______________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. Completar: “O ser humano ___________________________________ se o próprio Criador não tomasse a iniciativa de se revelar à criatura”.
  2. A revelação feita por Deus na natureza é suficiente para a salvação do pecador? __________ Por que?_________________________________________________________________________________
  • Que é inspiração? _____________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  • Que nos dá plena convicção de que a Bíblia Sagrada é inspirada por Deus? ________________________

_____________________________________________________________________________________

  • Por que não aceitamos os livros apócrifos como inspirados? __________________________________

_____________________________________________________________________________________

  • Que é iluminação? ____________________________________________________________________
  1. Como a Bíblia Sagrada deve ser interpretada? ____________________________________________

_____________________________________________________________________________________

 

As Divisões da Bíblia

A palavra “Bíblia” vem do grego bíblia, plural de bíblion, “livros”.  Desta forma podemos entender que a Bíblia realmente é uma coleção de muitos livros.  Esses livros estão divididos em duas seções: O Antigo e o Novo Testamento.

CLASSIFICAÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA:

 

V.T. – 39 livros em hebraico e porções em aramaico.

N.T. – 27 livros em grego.

Total: 66 livros

Autores e tempo que levou para ser escrita:

Séculos            1                     ……………………………………………16

Autores            3     〈 6 〉      ……………………………………………36

Livros              6                    ……………………………………………66

ANTIGO TESTAMENTO

O Antigo Testamento conta a história do povo de Israel. Essa história retrata a fé do povo no Deus de Israel e descreve a vida religiosa dos israelitas como povo de Deus. Os autores destes livros escreveram o que Deus fez por eles como povo e como eles deveriam adorá-lo e obedecer-lhe em resposta a seu amor. O quadro seguinte ensina graficamente como estão agrupados os livros que formam o Antigo Testamento.

Pentatêuco (5 livros) A Lei: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio,

Históricos – (12 livros):Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester.

Poéticos E De Sabedoria – (5 livros): Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares.

Profetas: Maiores – (5 livros):  Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel.
Menores – (12 livros): Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

 

NOVO TESTAMENTO:

Os livros do Novo Testamento foram escritos pelos discípulos de Jesus Cristo. Eles queriam que outros ouvissem a respeito da nova vida que é possível através da morte e ressurreição de Jesus. O quadro que segue mostra os diferentes grupos de livros que compõem o Novo Testamento. Embora os eruditos divirjam em suas opiniões, tradicionalmente se diz que o apóstolo Paulo escreveu as cartas a ele atribuídas.

Evangelhos – Biografias – (4 livros): Mateus, Marcos, Lucas, João.

Histórico – (1 livro): Atos dos Apóstolos

Cartas ou Epístolas Paulinas – (13 livros): Romanos, 1Coríntios, 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1Tessalonicenses, 2Tessalonicenses, 1Timóteo, 2Timóteo, Tito, Filemom.

Cartas ou Epístolas Gerais – (8 livros): Hebreus, Tiago, 1Pedro, 2Pedro, 1João, 2João, 3João, Judas.
Profético: Apocalipse

CONTEÚDO DA BÍBLIA. Aqui, você tem resumos de cada livro da Bíblia. É evidente que, por sua brevidade, não são descrições completas. No entanto, podem ser úteis como uma referência adequada ao conteúdo da Bíblia.

 

ANTIGO TESTAMENTO:

GÊNESIS: Este livro, que mostra como era “no princípio”, faz uma narrativa da criação, da relação de Deus com o homem e da promessa de Deus a Abraão e seus descendentes.

ÊXODO: O nome Êxodo significa “saída”. Este livro conta como Deus livrou os israelitas de uma vida de penúrias e escravidão no Egito. Deus fez um pacto com eles e lhes deu leis para ordenar e governar sua vida.

LEVíTICO: O nome do livro se deriva do nome de uma das doze tribos de Israel. O livro registra todas as leis e regulamentos a respeito de rituais e cerimônias.

NÚMEROS: Os israelitas vagaram pelo deserto durante quarenta anos, antes de entrar em Canaã, “a terra prometida”. O nome do livro se deriva dos censos promovidos durante esse tempo no deserto.

DEUTERONÔMIO: Moisés pronunciou três discursos de despedida pouco antes de morrer. Neles recapitulou, com o povo, todas as leis de Deus para os israelitas. O nome do livro expressa essa “recapitulação” ou “segunda lei”.

JOSUÉ: Josué foi o líder dos exércitos israelitas em suas vitórias sobre seus inimigos, os cananeus. O livro termina descrevendo a divisão da terra entre as doze tribos de Israel.

JUíZES: Os israelitas constantemente desobedeciam a Deus e caíam nas mãos de países opressores. Deus constituiu juízes para livrá-los da opressão.

RUTE: O amor e a dedicação de Rute à sua sogra, Noemi, são o tema deste livro.

1SAMUEL: Samuel foi o líder de Israel no período compreendido entre os Juízes e Saul, o primeiro rei. Quando a liderança de Saul falhou, Samuel ungiu a Davi como rei.

2SAMUEL: Sob o reinado de Davi, a nação se unificou e se fortaleceu. No entanto, depois dos pecados de Davi, adultério e assassinato, tanto a nação como a família do rei sofreram muito.

1REIS: Este livro inicia com o reinado de Salomão em Israel. Depois de sua morte, o reino se dividiu em consequência da guerra civil entre o Norte e o Sul, resultando no surgimento de duas nações: Israel no Norte e Judá no Sul.

2REIS: Israel foi conquistada pela Assíria em 721 a.C. Judá, pela Babilônia, em 586 a.C. Estes acontecimentos foram considerados como um castigo ao povo pela desobediência às leis de Deus.

1CRÔNICAS: Este livro inicia com as genealogias de Adão até Davi e, em seguida, conta os acontecimentos do reinado de Davi.

2CRÔNICAS: Este livro abrange o mesmo período que 2Reis, mas com ênfase em Judá, o reino do Sul, e seus governantes.

ESDRAS: Depois de estar cativo na Babilônia por algumas décadas, o povo de Deus retornou a Jerusalém. Um de seus líderes era Esdras. Este livro contém a admoestação que Esdras fez ao povo para que este seguisse e honrasse a lei de Deus.

NEEMIAS: Depois do templo, também foi reconstruída a muralha de Jerusalém. Neemias foi quem dirigiu esse empreendimento. Ele também colaborou com Esdras para restaurar o fervor religioso do povo.

ESTER: Este livro relata a história de uma rainha judia da Pérsia, que denunciou um complô que visava destruir seus compatriotas. Com isso ela evitou que todos fossem aniquilados.

JÓ: A pergunta “Por que sofrem os inocentes?” é tratada nesta história bíblica.

SALMOS: Estas 150 orações foram usadas pelos hebreus para expressar sua relação com Deus. Abrangem todo o campo das emoções humanas, desde a alegria até o ódio, da esperança ao desespero.

PROVÉRBIOS: Este é um livro de máximas de sabedoria, de ensinamentos éticos e de senso comum acerca de como viver uma vida reta.

ECLESIASTES: Na sua busca por felicidade e pelo sentido da vida, este escritor, conhecido como “filósofo” ou “pregador”, faz perguntas que continuam presentes na sociedade contemporânea.

CANTARES DE SALOMÃO: Este poema descreve o gozo e o êxtase do amor. Simbolicamente tem sido aplicado ao amor de Deus por Israel e ao amor de Cristo pela Igreja.

ISAíAS: O profeta Isaías trouxe a mensagem do juízo de Deus às nações, anunciou um rei futuro, à semelhança de Davi, e prometeu uma era de paz e tranqüilidade.

JEREMIAS: Muito antes da destruição de Judá pela Babilônia, Jeremias predisse o justo juízo de Deus. Embora sua mensagem seja majoritariamente de destruição, Jeremias também falou do novo pacto com Deus.

LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS: Tal qual Jeremias havia predito, Jerusalém caiu cativa da Babilônia. Este livro registra cinco “lamentos” pela cidade caída.

EZEQUIEL: A mensagem de Ezequiel foi dada aos judeus cativos na Babilônia. Ezequiel usou histórias e parábolas para falar do juízo, da esperança e da restauração de Israel.

DANIEL: Daniel se manteve fiel a Deus, mesmo enfrentando muitas pressões quando cativo na Babilônia. Este livro inclui as visões proféticas de Daniel.

OSÉIAIS: Oséias se vale de sua experiência conjugal, em que ele era dedicado à sua esposa, mesmo sabendo que ela lhe era infiel, para ilustrar o adultério que Israel tinha cometido contra Deus e para mostrar como o fiel amor de Deus pelo seu povo nunca muda.

JOEL: Depois de uma praga de gafanhotos, Joel admoesta o povo para que se arrependa.

AMÓS: Durante um tempo de prosperidade, este profeta de Judá pregou aos ricos líderes de Israel sobre o juízo de Deus; insistia em que pensassem nos pobres e oprimidos, antes de pensarem em sua própria satisfação.

OBADIAS: Obadias profetizou o juízo sobre Edom, um país vizinho de Israel.

JONAS: Jonas não queria pregar para a gente de Nínive, que era inimiga de seu próprio país. Quando, finalmente, levou a mensagem enviada por Deus, seus habitantes se arrependeram.

MIQUÉIAS: A mensagem de Miquéias para Judá era de juízo, em vez de perdão, esperança e restauração. Especialmente notável é um versículo em que resume o que Deus requer de nós (6.8).

NAUM: Naum anunciou que Deus destruiria o povo de Nínive por sua crueldade na guerra.

HABACUQUE: Este livro apresenta um diálogo entre Deus e Habacuque sobre a justiça e o sofrimento.

SOFONIAS: Este profeta anunciou o Dia do Senhor, que traria juízo a Judá e às nações vizinhas. Esse dia, que haveria de vir, seria de destruição para muitos, mas um pequeno remanescente, sempre fiel a Deus, sobreviveria para abençoar o mundo inteiro.

AGEU: Depois que o povo voltou do exílio, Ageu o admoestou para que dessem prioridade a Deus e reconstruíssem em primeiro lugar o templo, mesmo antes de reconstruírem suas casas.

ZACARIAS: Como Ageu, Zacarias instou o povo a reconstruir o templo, assegurando-lhes a ajuda e bênçãos de Deus. Suas visões apontavam para um futuro brilhante.

MALAQUIAS: Após o retorno do exílio, o povo voltou a descuidar de sua vida religiosa. Malaquias passou a inspirá-los novamente, falando-lhes do “Dia do Senhor”.

 

NOVO TESTAMENTO:

 

MATEUS: Este Evangelho cita muitos textos do Velho Testamento. Ele se destinava primordialmente ao público judeu, para o qual apresentava Jesus como o Messias prometido nas Escrituras do Velho Testamento. Mateus narra a história de Jesus desde seu nascimento até sua ressurreição e põe ênfase especial nos ensinamentos do Mestre.

MARCOS: Marcos escreveu um Evangelho curto, conciso e cheio de ação. Seu objetivo era aprofundar a fé e a dedicação da comunidade para a qual ele escrevia.

LUCAS: Neste Evangelho é enfatizado como a salvação em Jesus está ao alcance de todos. O evangelista mostra como Jesus estava em contato com as pessoas pobres, com os necessitados e com os que são desprezados pela sociedade.

JOÃO: O Evangelho de João, pela sua forma, se coloca à parte dos outros três. João organiza sua mensagem enfocando sete sinais que apontam para Jesus como Filho de Deus. Seu estilo literário é reflexivo e cheio de imagens e figuras.

ATOS DOS APÓSTOLOS: Quando Jesus deixou os seus discípulos, o Espírito Santo veio habitar com eles. Este livro foi escrito por Lucas para ser um complemento ao seu Evangelho. Ele relata eventos da história e da ação da igreja cristã primitiva, mostrando como a fé se propagou no mundo mediterrâneo de então.

ROMANOS: Nesta importante carta, Paulo escreve aos romanos sobre a vida no Espírito, que é dada pela fé aos que creem em Cristo. O apóstolo reafirma a grande bondade de Deus e declara que, através de Jesus Cristo, Deus nos aceita e nos liberta de nossos pecados.

1CORíNTIOS: Esta carta trata especificamente dos problemas que a igreja de Corinto estava enfrentando: dissensão, imoralidade, problemas quanto à forma da adoração pública e confusão sobre os dons do Espírito.

2CORíNTIOS: Nesta carta o apóstolo Paulo escreve sobre seu relacionamento com a igreja de Corinto e as dificuldades que alguns falsos profetas haviam trazido ao seu ministério.

GÁLATAS: Esta carta expõe a liberdade da pessoa que crê em Cristo com respeito à lei. Paulo declara que é somente pela fé que as pessoas são reconciliadas com Deus.

EFÉSIOS: O tema central desta carta é o propósito eterno de Deus: Jesus Cristo é a cabeça da Igreja, que é formada a partir de muitas nações e raças.

FILIPENSES: A ênfase desta carta está no gozo que o crente em Cristo encontra em todas as circunstâncias da vida. O apóstolo Paulo a escreveu quando estava encarcerado.

COLOSSENSES: Nesta carta o apóstolo Paulo diz aos cristãos de Colossos que abandonem suas superstições e que Cristo seja o centro de sua vida.

1TESSALONICENSES: O apóstolo Paulo dá orientações aos cristãos de Tessalônica a respeito da volta de Jesus ao mundo.

2TESSALONICENSES: Como em sua primeira carta, o apóstolo Paulo fala do retorno de Jesus ao mundo. Também trata de preparar os cristãos para a vinda do Senhor.

1TIMÓTEO: Esta carta serve de orientação a Timóteo, um jovem líder da igreja primitiva. O apóstolo Paulo lhe dá conselhos sobre a adoração, o ministério e os relacionamentos dentro da igreja.

2TIMÓTEO: Esta é a última carta escrita pelo apóstolo Paulo. Nela lança um último desafio a seus companheiros de trabalho.

TITO: Tito era ministro em Creta. Nesta carta o apóstolo Paulo o orienta sobre como ajudar os novos cristãos.

FILEMOM: Filemom é instado a perdoar seu escravo, Onésimo, que havia fugido. Filemom deveria aceitá-lo de volta como a um amigo em Cristo.

HEBREUS: Esta carta exorta os novos cristãos a não observarem mais rituais e cerimônias tradicionais, pois, em Cristo, eles já foram cumpridos.

TIAGO: Tiago aconselha os cristãos a viverem na prática sua fé e, além disso, oferece ideias sobre como isso pode ser feito.

1PEDRO: Esta carta foi escrita para confortar os cristãos da igreja primitiva que estavam sendo perseguidos por causa de sua fé.

2PEDRO: Nesta carta o apóstolo Pedro adverte os cristãos sobre os falsos mestres e os estimula a continuarem leais a Deus.

1JOÃO: Esta carta explica verdades básicas sobre a vida cristã com ênfase no mandamento de amarem uns aos outros.

2JOÃO: Esta carta, dirigida à “senhora eleita e aos seus filhos”, adverte os cristãos quanto aos falsos profetas.

3JOÃO: Em contraste com sua Segunda Carta, esta fala da necessidade de receber os que pregam a Cristo.

JUDAS: Judas adverte seus leitores sobre a má influência de pessoas alheias à irmandade dos cristãos.

APOCALIPSE: Este livro foi escrito para encorajar os cristãos que estavam sendo perseguidos e para firmá-los na confiança de que Deus cuidará deles. Usando símbolos e visões, o escritor ilustra o triunfo do bem sobre o mal e a criação de uma nova terra e um novo céu.

 

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